Carta aos Romanos - Capítulo 11 (Explicação e Estudo)

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CARTA DE PAULO AOS ROMANOS - CAPÍTULO 11.1-36

Introdução

O capítulo 11 vem fechar de forma brilhante toda a argumentação que o apóstolo Paulo vem construindo desde o capítulo 9. Porém, a questão iniciada no capítulo 10 (vs. 19-21), acerca de Israel estar ou não permanentemente abandonado por Deus devido à rejeição, recebe uma resposta muito bem elaborada neste desfecho. A relação de Paulo e sua posição acerca de Israel é visível, e por mais que muitos discordem, ele deixa claro que Deus não rejeitou ou excluiu o povo judeu dos planos de redenção (v.1) e manterá suas promessas. Paulo faz a 1ª pergunta deste capítulo e vai usar seu próprio testemunho como exemplo na resposta, considerava-se um perseguidor, “um assassino”, o “principal dos pecadores” (1Tm 1.15) e Deus não o rejeitou (argumento válido), sendo ele “israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim.” (v.1). Deus tem uma Só palavra – a verdadeira! Ele não voltará atrás em suas promessas incondicionais. (leia Jr 33.14-26).

Dica de estudo:
leia o cap.11 de Romanos na sua Bíblia; depois os textos complementares de apoio abaixo.

Análise do texto – Vers. 2-36

(1) “Deus não rejeitou o seu povo, que antes conheceu. Ou não sabeis o que a Escritura diz de Elias, como fala a Deus contra Israel (pediu a Deus contra Israel), dizendo: “Senhor, mataram os teus profetas, e derribaram os teus altares; e só eu fiquei, e buscam a minha alma (me matar; cf. 1Rs 19.10)”. Mas que lhe diz a resposta divina? Reservei para mim sete mil homens, que não dobraram os joelhos a Baal (estes já existiam; eram fieis por opção pessoal, Deus apenas os conservou debaixo de Sua graça). Assim, pois, também agora neste tempo ficou um remanescente, segundo a eleição da graça. Mas se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça. Se, porém, é pelas obras, já não é mais graça; de outra maneira a obra já não é obra. Pois quê? (ou, que diremos então?) O que Israel buscava não o alcançou; mas os eleitos (os que aceitaram a Boa Nova e creram; judeus ou gentios) o alcançaram, e os outros foram endurecidos. Como está escrito: Deus lhes deu espírito de profundo sono, olhos para não verem (tipo de cegueira espiritual), e ouvidos para não ouvirem, até ao dia de hoje (Is 29.10). E Davi diz (Sl 69.22,23): Torne-se-lhes (transforme-se) a sua mesa em laço, e em armadilha, e em tropeço, por sua retribuição; Escureçam-se-lhes os olhos para não verem, e encurvem-se-lhes continuamente (para sempre) as costas... (como na velhice, trêmulos e fracos)(Romanos 11. 2-10 – ACF)

Deus errou na escolha deste povo que “antes conheceu”? Claro que não! Isso mostra que Ele (Onisciente) de fato conhecia (presciência) a obstinação deles (mas, também o valor; Ele os escolheu em Abraão), mas não estabeleceu nenhuma separação prévia de “fieis” (remanescente), e “infiéis”. A experiência de Elias é usada como forma de conforto para os prováveis judeus ali convertidos, e com isso gerar neles conscientização sobre o assunto. O destino de Israel é exposto, e mesmo em desobediência (como na época de Elias), haverá, num tempo futuro, a libertação do seu povo, um remanescente fiel que se voltará para a sublime graça de Deus (favor imerecido e “quem crer será salvo...”), e não para suas próprias “obras” (cerimoniais ou morais). Estes, o Senhor também conservará debaixo de Sua graça. “O que diremos então?” (Qual a conclusão de tudo? v.7), o total de Israel não pode ser justificado, apenas os que puderam crer; os outros foram endurecidos, por causa de preconceito, incredulidade, dureza de coração. Isto levou Deus a retirar Seu Espírito deixando-os na sonolenta cegueira que existe até nossos dias (uma forma punitiva pelo pecado; Is 29.10). O próprio pecado, a desobediência se voltou contra eles.

(2) “Digo, pois: Porventura tropeçaram, para que caíssem? De modo nenhum, mas pela sua queda (transgressão; rejeição) veio a salvação aos gentios, para os incitar à emulação (deixar os judeus com ciúmes). E se a sua queda é a riqueza do mundo, e a sua diminuição a riqueza dos gentios, quanto mais a sua plenitude!”
Paulo segue sua argumentação e trata do futuro de Israel, que não foi rejeitado para sempre. Deus considera a transgressão, embora a trate com disciplina (como a filhos), “um escorregão”, refere-se à sua incredulidade (v.20), “tropeçaram” ... assim, graças a isso, a salvação pode ser estendida (tornar-se riqueza), aos gentios (cf At 13.46). A sua queda, a sua redução diante do mundo pode até ser “riqueza” para gentios, mas a renovação judaica foi prometida e acontecerá”! (veja Zc 8.23; 12.10; 14.11,16)
“Porque convosco falo, gentios (mostra os destinatários da carta em Roma), que, enquanto for apóstolo dos gentios, exalto (glorifico; ou me glorio em não ter vergonha... forma de valorização... leia v. 18; 2Co 9.2; 10.13; 12.9 Gl 6.14) o meu ministério; para ver se de alguma maneira posso incitar à emulação (ou enciumar) os da minha carne (meu povo, os judeus) e salvar alguns deles. Porque, se a sua rejeição é a reconciliação do mundo (o fato de terem sido rejeitados permitiu a reconciliação com o ser humano perdido), qual será a sua admissão, senão a vida dentre os mortos? (vida para um mundo moribundo) E, se as primícias são santas, também a massa o é; se a raiz é santa, também os ramos o são (será santa a sua totalidade).” (Romanos 11. 11-16 – ACF)

A preservação dos judeus até aos nossos dias é uma prova que Deus ainda os tem em seus planos. Houve um propósito para essa rejeição temporária; houve a queda, mas haverá restauração (cf. vs. 25,27). Paulo usa um artifício de provocar o ciúme, até inveja... e que isso os despertasse para a verdade – a salvação, ou seja, que eles vissem e tivessem consciência do que estavam perdendo... Por outro lado, “os gentios”, e somos todos os que não são judeus, necessitamos ter consciência que por Deus nos amar e salvar, não somos superiores a eles (orgulho, autoafirmação, autossuficiência), afinal todos, sem distinção, são alvos do mesmo amor de Cristo e carecem de sua graça e misericórdia. Todos nós (judeus e gentios), fomos reconciliados por meio de Cristo (leia, Ef 2.11-18). Os judeus (primícias) foram a primeira porção e esta ainda precisa ser entregue a Deus (uma oferta digna), em sua totalidade (total remanescente fiel). Faço aqui uma observação: a dedicação, consagração, entrega, como podemos ou quisermos definir, em relação a eles, significa uma consagração de todos desde os patriarcas e seus descendentes, o que mostra que é possível sim haver uma “massa” de judeus que se renderá a Cristo no tempo oportuno da Oferta. Deus não os esqueceu, nem abandonou, apenas está em pleno exercício de sua disciplina de Pai (ou esposo), do seu povo.

(3) “E se alguns (não todos) dos ramos foram quebrados, e tu, sendo zambujeiro (oliveira brava), foste enxertado em lugar deles, e feito participante da raiz e da seiva da oliveira, não te glories (exaltes; ensoberbeças) contra os ramos (judeus); e, se contra eles te gloriares, (lembra-te) não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti. Dirás, pois: Os ramos foram quebrados, para que eu fosse enxertado. Está bem (isso é correto); pela sua incredulidade foram quebrados, e tu estás em pé pela fé. Então não te ensoberbeças (orgulhes), mas teme. Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, teme que não te poupe a ti também. Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas para contigo, benignidade, se permaneceres na sua benignidade; de outra maneira também tu serás cortado. E também eles, se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados; porque poderoso é Deus para os tornar a enxertar. Porque, se tu foste cortado do natural zambujeiro (oliveira brava) e, contra a natureza, enxertado na boa oliveira, quanto mais esses, que são naturais, serão enxertados na sua própria oliveira! (Romanos 11. 17-24 – ACF)

Paulo está observando aqui o imenso privilégio que temos em fazer parte (não sermos a...), da Oliveira legítima. Neste sentido, precisamos ter cuidado com a prepotência, arrogância, orgulho por termos sido enxertados (cf. vs. 18,20; talvez o caso de muitos gentios convertidos que desprezam os judeus). Vale lembrar que enxerto é algo que não nasceu de forma natural num tronco. Houve um motivo pelo qual os ramos foram quebrados, ou seja, uma condição – incredulidade, rejeição. Notem que mesmo neste tempo da graça o Senhor não pôde fazer mais milagres na sua região por causa da incredulidade (Mt 13.58). Mas, tudo isso não nos isenta de uma atitude de humildade, temor (e gratidão), que é o que o Senhor espera daqueles que lhe entregaram a vida, mediante a fé (vs. 20,22), o que nos mantém de pé. Jesus não os condenou, pelo contrário, os perdoou mesmo em agonia na cruz, “porque eles não sabiam o que faziam” (Lc 23.24). O perdão do Senhor permanece sobre o seu povo, a restauração virá! Voltarão a receber da seiva para a vida, da fonte que jorra do nosso Senhor (v.24). Todos nós (judeus e gentios), em Cristo Jesus devemos aguardar, pois a fidelidade do Senhor às suas promessas será confirmada. Quando houver o arrependimento e se cumprir o tempo de provação do seu povo, Deus os restaurará (salvação), em sua própria oliveira (lembrando que esta é uma metáfora para o Israel de Deus).

(4) “Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (mistério; verdade não revelada no A.T., mas esclarecida no N.T.), para que não presumais de vós mesmos (não se achem “sábios”): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado. E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador (Sl 14.7; Is 46.13), E desviará (afastará) de Jacó as impiedades. E esta será a minha aliança com eles, quando eu tirar os seus pecados. Assim que, quanto ao evangelho, são inimigos por causa de vós; mas, quanto à eleição, amados por causa dos pais (patriarcas). Porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento (irrevogáveis; não podem ser cancelados). Porque assim como vós também antigamente fostes desobedientes a Deus, mas agora (presente) alcançastes misericórdia pela desobediência deles, assim também estes agora foram desobedientes, para também alcançarem misericórdia pela misericórdia a vós demonstrada (a mesma concedida a vocês). Porque Deus encerrou a todos debaixo da desobediência, para com todos usar de misericórdia.” (Romanos 11. 25-32 – ACF)

O que Paulo quer que seus leitores entendam é que houve um motivo para o “endurecimento” parcial (uma parte) e por um período determinado, que Deus causou a Israel: 1º a incredulidade deles (rejeição ao Messias); e, 2º o tempo necessário para a salvação do máximo possível dos gentios. Infelizmente o ego, a arrogância e orgulho por causa do privilégio que Deus concedeu, poderia leva-los a pensar (até acreditar) serem a única igreja ou, que a romana fosse a mais importante. Jeremias e Isaías já haviam predito o que Paulo cita (Is 59 20,21; 27.9). “Todo o Israel salvo”, refere-se ao total do remanescente (representa a nação), que permanecer fiel a Deus na vinda de Jesus, o libertador que desviará a impiedade de Israel e o salvará no futuro. No tempo presente eles estão tão fora da presença de Deus tanto quanto os gentios – ambos precisam aceitar o Salvador para se tornarem Igreja. Da mesma forma que os gentios encontraram a misericórdia e graça do Senhor, os judeus também podem como Paulo crê acertadamente (veja 1Tm 1.12-14). A eleição refere-se (como já vimos em estudos anteriores), aos judeus que crerem e entrem no rol dos eleitos salvos em Cristo. Contudo, ainda existe uma dificuldade a ser transposta: como é possível haver salvação para os judeus, sendo que eles por sua incredulidade rejeitaram a Cristo? A resposta já foi parcialmente dada na explicação anterior. Todo aquele (independentemente de ser judeu ou gentio) que crer pode tornar-se herdeiro espiritual da promessa de justificação (cf. Rm 4; Gn 15). Em relação aos demais, devemos levar em conta a promessa incondicional (não pode ser quebrada) feita a Abraão sobre a terra (prometida) e domínio (Gn 15.7-21; 13.15; 17.8), que ainda será cumprida no futuro, por isso serão novamente enxertados (v.26). Jesus já havia falado desse tempo (Mt 24.30-33), e também quando responde seus discípulos (At 1.6,7). Assim, podemos entender porque “os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis” (incondicionais, imutáveis; v.29), pois Ele jamais voltará atrás naquilo que de antemão determinou para seu povo judeu, e nem de ter proporcionado por Sua graça e misericórdia, salvação àqueles que não eram seu povo, os gentios; Deus não levará em conta a desobediência (hostilidade) para sempre, afinal, todos estão em desobediência, da mesma forma que pode usar de misericórdia para com todos igualmente.

(5) “Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência (conhecimento) de Deus! Quão insondáveis (inexplicáveis, profundos) são os seus juízos, e quão inescrutáveis (incompreensíveis, impenetráveis) os seus caminhos! Porque, quem compreendeu (conheceu) a mente do Senhor? ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu (algo) primeiro a Ele, para que lhe seja recompensado (ou restituído)? (Jó 41.11) Porque dele e por ele (por meio Dele), e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a Ele eternamente. Amém.” (Romanos 11. 33-36 – ACF)

Após sustentar aspectos importantes sobre o favor de Deus em relação ao seu povo, o apóstolo chega a um momento sublime de grande exaltação (Doxologia2) à sabedoria e conhecimento de Deus (atributos), sabendo que a Sua direção é perfeita e o fim direcionado pelo conhecimento prévio de todas as coisas. Isto é algo insondável para nós humanos (v.33), além de nossa capacidade, afinal que pode conhecer a Sua mente? (v.34; cf. Is 40.13), contudo a ciência tem mostrado (ao longo da história humana), a infinita sabedoria e conhecimento de uma Mente infinitamente Superior que para nós tem designação – DEUS, o Supremo Criador e Sustentador de todas as coisas; revela-se muito mais graciosa, a nós, por sua bondade e amor nos trazendo salvação, algo que não conseguiríamos por nosso próprio mérito ou conhecimento. Por isso, só nos resta render-Lhe toda a honra e louvor, como Paulo fez, dando ao criador, sustentador e motivo de toda a existência, bem como o fim, “glória, pois, a Ele eternamente. Amém.”
Deus vos abençoe e vos guarde... 

Por Ricardo Sousa

DICIONÁRIO BIBLIOGRÁFICO:

1 “benignidade” – vários sinônimos são usados nas versões bíblicas: bondade, misericórdia, amor, amabilidade... Alguns defendem ser predisposição para o bem, desejar o melhor ao próximo por sermos cheios do amor de Deus. Creio que neste texto, Paulo como conhecedor dos antigos escritos, traz o termo vinculado ao A.T. (heb. “hesed”), muito usada nos Salmos. Alguns têm sugerido traduções para esse termo, por ser de etimologia incerta. O autor J.D Douglas observa que esta palavra está ligada às ideias de pacto e fidelidade, podendo seu significado ser sintetizado como “amor constante à base de uma aliança”, e isso reforça a atitude e amor de Deus para com o seu povo e sua Palavra.

2 “Doxologia” – gr. “doxa”, glória; “logos”, “logia”, palavra. Manifestação de louvor e enaltecimento a Deus... (Andrade, Dicionário Teológico), por meio de expressões relacionadas à adoração, como “louvado seja” ou que expressam louvor ao Nome, aos feitos, à Grandeza... de DEUS.


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Veja os motivos pelos quais Deus jamais esquece de você

 

Isaías 49-15,palavra de ânimo,Deus lembra de mim?,Deus me esqueceu?,filho que viu nascer,Deus jamais esquecerá de ti - Isaías 49-15,Deus não esquece de você,me sinto sozinha,Deus me ama?,

Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti.

Eis que nas palmas das minhas mãos eu te gravei; os teus muros estão continuamente diante de mim. Isaías 49:15,16

Como você esta se sentindo hoje? Sei que talvez você até pense que este é mais um post aleatório na internet, mas quero que saiba que Deus me inspirou a vir aqui falar com você. Leia até o fim pois o Senhor quer te lembrar de que nunca te abandonou e jamais te deixou.

O dia a dia tem nos cobrado muito, os problemas surgem um após o outro e muitas das vezes nos pegamos pensando: "Será que Deus me esqueceu? Talvez esta dúvida tem sido um gigante dentro de você, mas afirmo de forma categórica; Deus não te esqueceu, e eu explico o porque neste post. Pare agora e pense: Será que é hora de parar mesmo? será que você só está observando o problema e está deixando de olhar para Deus? Leia abaixo os  motivos que confirmam biblicamente que Deus jamais se esqueceu de você.

Ele não abandonou Adão e Eva quando pecaram no paraíso.

Você  certamente conhece muito bem a história de Adão e Eva não é mesmo? Mas talvez nunca se atentou para o detalhe de que Deus não os abandonou após eles pecarem. Veja que a passagem de Gênesis nos mostra que eles foram enganados pela serpente, comeram do fruto proibido, Deus os expulsou do Jardim, porém não os deixou a própria sorte. Vemos que mesmo após a queda, o Senhor não abandonou sua criação, ele deixou anjos guardando o Paraíso e saiu com Adão e Eva, pois sabia que agora mais do que nunca eles necessitavam Dele. Isso no mostra algo muito interessante: A compaixão de Deus. Ele sabe o quanto somos pequenos e vulneráveis, e por isso afirmo, nesta luta você não está sozinha(o). Mesmo que você tenha pecado e desobedecido a palavra do Senhor, jamais pense que Ele te deixou. Lembre que a bíblia diz que aquele que confessa o seu pecado e deixa de o praticar, alcança misericórdia. Por isso peço que você considere estas palavras, não tome decisões precipitadas e volte seu coração inteiramente para Deus.


2° Ele sente a nossa dor (se coloca no nosso lugar)

Com toda certeza você já leu o texto: "Jesus chorou" (João 11:35). O que devemos levar em consideração não apenas o fato de Jesus chorar frente ao túmulo de Lázaro, mas também o fato dele sentir a dor das outras pessoas (empatia). É claro que Jesus iria ressuscitar o seu amigo Lázaro, mas o que comoveu o Mestre foi encontrar a família enlutada e ver  as pessoas chorando a dor da perda de um ente querido. Jesus não conteve as lágrimas e chorou junto com eles. Isso nos mostra que Deus se importa como nossas dores, Ele sabe aquilo que nos machuca e magoa. Eu quero que lembre que Jesus mudou o cenário da família de Lázaro, o que era para terminar em lamento e choro foi transformado em alegria. Que neste momento, ao ler este post, saiba que Jesus está olhando para dentro do seu coração está te dizendo: - Ei tenha calma, eu vou ajudar você, Eu não chego antes e nem depois, mas na hora certa. 


3° - O amor de Deus vai além de tudo o que imaginamos  ( é assim que Ele te ama).

O texto de referência deste post nos diz sobre uma palavra poderosa e confortante. Lemos que  uma mãe que deu a luz e amamentou seu filho pode vir a se esquecer dele, e todos nós sabemos que se existe um amor grande e incomensurável é o amor de mãe. Mas também já vimos que este amor pode falhar pois vemos constantemente  notícias de abandono de bebês e crianças por suas mães e pais. Mas o Senhor afirma em sua palavra que esta ( a mãe) pode se esquecer, mas Ele ( o Senhor ) jamais se esquece de nós. Isso deve ser um conforto para a nossa alma, Deus não é como os homens que nos deixam para trás e não se importam conosco. O Amor Ágape é demonstrado por Deus em toda a bíblia sagrada, e podemos sim confirmar que somos amados e temos alguém em nosso favor.

"Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores." Romanos 5:8

Finalizando este post quero que você lembre que és importante tanto para mim quanto para Deus. Ainda que você pense que não, existem pessoas se espelhando em ti. Sempre tem alguém que acredita em nosso valores. Levante a cabeça, confie em Deus, vai dar tudo certo amém?

Ouça o hino abaixo, Deus tocou em meu coração para que você lembre que Ele te ama de uma maneira especial e esta todos os dias com você. Se este texto te ajudou peço que por favor comente abaixo e compartilhe com alguém, me ajude alcançar vidas e motivar pessoas, posso contar com você?



Deus abençoe!
 Por: Pr. Paulo Alves
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Carta aos Romanos - Capítulo 10 (Explicação e Estudo)

 

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EPÍSTOLAS AOS ROMANOS CAPÍTULO 10

Introdução: Neste capítulo veremos a preocupação de Paulo quanto aos seus irmãos Judeus e que em seu coração deseja que eles sejam salvos. Assim como os gentios, que outrora estavam longe de Deus e da sua vontade, porém por intermédio de Cristo foram justificados e por fim serão salvos. Também veremos a simplicidade do evangelho da salvação e os meios pelos quais os homens serão salvos. Pelo menos quatro vezes Paulo diz de forma simples e direta que: 1- Em Cristo a lei foi cumprida e todos os que creem serão justificados, 2- Todo o que crê jamais será confundido (judeu ou grego), 3- Deus é rico para com todos os que invocam o seu nome, 4- E todo aquele que invocar o Senhor será salvo. A questão sobre salvação é muito fácil de entender,  o desejo de Deus é que todos os homens sejam salvos. E baseado nesta vontade Divina, veremos o apóstolo exortando sobre a responsabilidade da igreja em pregar o evangelho da salvação a todos os povos e nações.

Análise do texto – Vers. 1 ao 21

(1) “Irmãos, o bom desejo do meu coração e a oração a Deus por Israel é para sua salvação. Porque lhes dou testemunho de que têm zelo de Deus, mas não com entendimento. Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus.” (Romanos 10:1-3 l ACF)

Nós conhecemos bem a história do apóstolo Paulo bem como o dia de seu encontro com Cristo. Este homem (Paulo) sempre foi um judeu zeloso na lei, cumprindo com suas obrigações religiosas conforme a lei mandava e a tradição ensinava. Porém , quando teve o encontro com Cristo no caminho de Damasco, teve uma experiência pessoal com Ele, entendeu de fato que Jesus é o Filho de Deus e o evangelho (as boas novas) é o agente de salvação e transformação do homem. Como Paulo experimentou a salvação em Cristo, sentia um grande desejo de orar por seus irmãos Judeus (seus compatriotas) para que estes também viessem ao pleno conhecimento da verdade e fossem salvos, não por estarem sobre o jugo  da lei, mas pela justificação que há em Cristo Jesus. Os Judeus sempre foram zelosos pela lei, conheciam-na como ninguém, porém Paulo salienta que eles não a seguiam com entendimento, pois não foram capazes de entender a justiça de Deus (Cristo, o evangelho e a justificação) muito menos se sujeitaram a ela. O que Paulo tenta alertar aos romanos é que seu povo conhecia a lei, porém rejeitaram a Cristo, e logo tentaram se autojustificar (em vão), pois entendemos que a justificação total e completa, teremos não pela observância da lei, mas porque estamos em Cristo Jesus.

(2) “Porque o fim da lei é Cristo (quem está em Cristo logo cumpre a lei) para justiça (Justificar ou tornar justo) de todo aquele que crê (tanto judeus como gentios). Ora, Moisés descreve a justiça que é pela lei, dizendo: O homem que fizer estas coisas viverá por elas. Mas a justiça que é pela fé diz assim: Não digas em teu coração: Quem subirá ao céu? (isto é, a trazer do alto a Cristo. )
Ou: Quem descerá ao abismo? (isto é, a tornar a trazer dentre os mortos a Cristo. ) Mas que diz? A palavra está junto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé, que pregamos,”
(Romanos 10:4-8 l ACF)

Jesus disse que não veio abolir a lei, mas veio para cumprir: Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas; não vim revogar, mas cumprir. (Mateus 5:17)”. Obviamente porque o plano da salvação seria executado através de Cristo. Deus sabia que pela lei seria impossível os homens serem justificados. Então Cristo veio e cumpriu toda a lei, e sendo assim, aqueles que creem Nele, de forma automática não só cumprem a lei, como são justificados por Ele .

Do versículo 5 até o 8, Paulo reforça a tese de que a lei continha a justiça, porém a justiça que o homem não poderia obter por causa da sua condição caída. Mesmo que o homem se esforçasse e se dedicasse com todas as suas forças para obedecê-la, ele não conseguiria. Para que uma pessoa seja salva, não precisa nenhuma grande tarefa como trazer Cristo em pessoa do céu outra vez, a palavra de Deus é suficiente. O evangelho tem poder de salvar, e a palavra de Deus deve estar não somente em nossos lábios, mas também em nosso coração, pois é nele que a fé é gerada e o lugar onde guardamos a palavra do Senhor. Tudo o que a pessoa deve fazer é se arrepender, acreditar em Jesus e confessar essa convicção (Rm 10.10).

(3)A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.
Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. Porque a Escritura diz: Todo aquele que nele crer não será confundido.”
(Romanos 10:9-11 l ACF)

Paulo faz um paralelo entra boca e coração com um propósito bem específico, A boca é utilizada para expor (demonstrar publicamente a fé), enquanto o coração é algo particular que somente Deus tem acesso.

 Com a boca confessares......  Em Mateus 12:34 está escrito: “ Pois a boca fala, do que está cheio o coração”. Se o nosso coração for de Cristo e nele estiver a palavra de Deus, não teremos problema nenhum em confessá-lo com nossa boca e nossas palavras. Isso nos mostra que a fé não pode ser “escondida”, ela deve ser demonstrada publicamente. Quem está cheio de Deus e da sua palavra, deseja compartilhar isto com mais alguém. Um cristão genuíno jamais esconde sua fé seja em sua família, na faculdade, no trabalho, na roda de amigos etc. Fica aqui uma pergunta: “Será que confessamos com nossa boca (fala e exposição de palavras) que realmente somos de Cristo”? Vale a pena refletir.

Com o coração se crê..... Deus conhece o coração do homem, nos dias em que vivemos existem muitas pessoas falando de Cristo porém uma pequena parcela vive realmente como Ele viveu e outra menor ainda, vive de todo o coração para Ele. Falar de Jesus virou costume e é até “moda” para muitos. Porém em certa feita Jesus disse: Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim.” (Mateus 15:8). Ele também disse que nem todo aquele que diz Senhor, Senhor na verdade tem parte com Ele. O que Deus busca são pessoas que o adorem em Espírito e Verdade ( João 4:23), são estes que o Pai procura e está interessado. Paulo afirma que aqueles que serão salvos são: Os homens que confessam com seus lábios, mas creem com todo o coração.

(4) Porquanto não há diferença entre judeu e grego; porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam. Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. (Romanos 10:12-13 l ACF).

Não há diferença para a salvação, pois a vontade de Deus é salvar tanto judeu como os não judeus (gentios). Esta aí a preocupação de Paulo no versículo 1, tanto Judeus como gregos precisam ser salvos e devem se achegar a Cristo para serem salvos. Um é o Senhor de todos, e Deus é rico (bondoso e misericordioso) para com todos os que o invocam. Veja que Paulo atrela a salvação em dois vieses: Deus pode salvar todos (desde que este creia na obra salvífica de seu Filho Jesus), e se o mesmo se voltar para Ele, e invocá-lo, será salvo. Veja que Deus já providenciou todos os meios para a salvação do homem, mas a este cabe o arrependimento e a conversão total ao Deus que lhe resgatou. Quando Paulo usa o termo ”Todo o que invocar o nome do Senhor será salvo”, está nos mostrando e ensinando que a salvação não é exclusividade de denominação religiosa, tempo de conversão, obras humanas ou placa de igreja alguma. A salvação está condicionada a Cristo e nada mais. Os homens de hoje tem estreitado a porta da salvação, tem dividido a igreja do Senhor com ideais particulares, filosofias vãs, linhas teológicas e denominações religiosas. Entenda que ainda que nós venhamos a pertencer à denominação A ou B, o que de nos levará a salvação é a nossa fé em Cristo Jesus, nada mais que isto!

(5)Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue?
E como pregarão, se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas. Mas nem todos têm obedecido ao evangelho; pois Isaías diz: Senhor, quem creu na nossa pregação? De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.
(Romanos 10:14-17 l ACF).

 

Segue então a grande responsabilidade da igreja: Pregar o evangelho. Pois como as pessoas invocarão Aquele de qual não creram? Veja que esta missão (apregoar o evangelho) é dada a todo cristão que já encontrou o caminho da salvação.

Como crerão naquele de quem não ouviram?.... É um pergunta retórica, porém deve ser analisado o fato de que a igreja tem se fechado para missões e evangelismo. Todo trabalho que vemos (pelo menos a maioria) são voltados para os já convertidos e pouco é o investimento para alcançar aqueles que ainda não conhecem a palavra.

E como ouvirão, se não há quem pregue?....
Todos nós fomos alcançados pela pregação do evangelho, ele é o meio principal para as pessoas se achegarem a Deus. Mas vivemos em um egoísmo e não percebemos que o mundo, pessoas, famílias, jovens precisam encontrar o caminho. Você está disposto (a) assim como o apóstolo Paulo foi? Deus conta com você, ele te capacitou e te ordenou “ IDE E PREGAI”.

A fé vem pelo ouvir..... Este é um versículo que não pode se ignorado, pois não sabemos quem vai ou não crer no evangelho (esta nem é nossa função), mas a fé (salvadora) vem pelo ouvir a palavra de Deus. Pedro pregou e 3.000 mil almas se converteram, elas não foram para Cristo por gostarem dos cristãos ou por alguma outra atração, elas foram impactadas pela poderosa palavra de Deus. Não podemos negligenciar a palavra, devemos ser canal de benção e esperança para este mundo. Deixe Deus te usar por onde você for. Pregue intes tempo e fora de tempo, as oportunidades Deus lhe concederá, você só precisa ter um coração disposto a falar de Jesus.

 

(6) “Mas digo: Porventura não ouviram? Sim, por certo, pois Por toda a terra saiu a voz deles, E as suas palavras até aos confins do mundo.
Mas digo: Porventura Israel não o soube? Primeiramente diz Moisés: Eu vos porei em ciúmes com aqueles que não são povo, Com gente insensata vos provocarei à ira. E Isaías ousadamente diz: Fui achado pelos que não me buscavam,Fui manifestado aos que por mim não perguntavam. Mas para Israel diz: Todo o dia estendi as minhas mãos a um povo rebelde e contradizente.”
(Romanos 10:18-21 l ACF).

Israel teve privilégio de receber a promessa do Messias e pode conviver com Ele (Jesus) por um grande período. Eles tiveram a grande oportunidade de ouvi-lo pregar e ensinar a palavra de Deus, porém estavam cegos a ponto de não receberem (não todos, mas muitos deles) o filho Deus. Por isso Isaías disse que Jesus foi encontrado por um povo que não o buscava e nem por ele perguntava, este povo são os chamados gentios do mundo todo, estes mesmo não tendo conhecimento, já estavam dentro do plano salvífico de Deus e reberam a graça da salvação e redenção. Israel sempre teve a mão de Deus em seu favor, porém Paulo termina dizendo que este foi um povo rebelde e contradizente. O que podemos concluir destes versículos finais é que mesmo diante da rejeição de Israel quanto ao Messias prometido, não muda o fato de que os homens (todos nós inclusive os judeus) só podem ser salvos através de Cristo. A salvação é o maior dom, a maior benção, o maior milagre que recebemos do Senhor. Alegremo-nos neste dia pelo simples fato de o Senhor ter misericórdia de nós e nos transportado das trevas para luz, da morte para a vida. Aleluia!

Pastor Paulo Alves


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Carta aos Romanos - Capítulo 09 (Explicação e Estudo)

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 ANÁLISE DA CARTA DE PAULO AOS ROMANOS – CAPÍTULO 9 (9.1-33)

Análise do texto

(1). “Em Cristo digo a verdade, não minto (dando-me testemunho a minha consciência no Espírito Santo): Que tenho grande tristeza e contínua dor no meu coração” – Romanos 9.1-2 (ACF).

Este capítulo começa com uma coleção de provas de que Paulo sentia grande tristeza e incessante dor no coração com referência ao seu próprio povo. Eis aqui a prova: ele fala a verdade em Cristo, ele não está mentindo, sua consciência testifica por ele na presença do Espírito Santo. O apóstolo dizia isso porque sabia como os judeus o difamavam (At 21.28).

(2). “Porque eu mesmo poderia desejar ser anátema de Cristo, por amor de meus irmãos, que são meus parentes segundo a carne. Que são israelitas, dos quais é a adoção de filhos, e a glória, e as alianças, e a lei, e o culto, e as promessas; Dos quais são os pais, e dos quais é Cristo segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém” – Romanos 9.3-5 (ACF).

Paulo sentia profundamente por causa do seu povo, que aqui ele emprega a linguagem de um desejo inatingível. Eu mesmo desejaria ser anátema separado de Cristo, por amor de meus irmãos, meus compatriotas segundo a carne. A linguagem aqui, parece a de Moisés, quando ele intercedeu junto a Deus para que o riscasse do Seu livro (Êx 32.31-32). Paulo faz agora uma lista das bênçãos que pertencem aos seus compatriotas: Eram israelitas possuidores da adoção - isto é, um povo do próprio Deus (Is 43.20-21). Eles tinham a glória. Esta tanto pode ser a glória de serem o povo de Deus, como a glória de Deus que aparecia no meio do Seu povo (Êx 24.16-17). “As alianças”, está no plural, porque Deus falou ao Seu povo sobre a Sua aliança com eles em muitas ocasiões. Poderia também ser traduzido para decretos. A legislação também lhes pertencia, isto é, a lei de Moisés, e o culto, ou a adoração a Deus, o ritual do Tabernáculo e do Templo. Eles tinham as promessas divinas, especialmente as promessas messiânicas.

Os pais: Abraão, Isaque, e Jacó, também lhes pertenciam. Mas a bênção mais importante era que Cristo, quanto à carne, vinha dos compatriotas de Paulo, os israelitas. Mas esse Cristo, que humanamente veio de Israel, foi muito mais do que um israelita, Ele era sobre todos, Deus bendito para todo o sempre. Conhecendo o lugar exaltado de Cristo, a aflição de Paulo por causa da cegueira de seu povo apenas aumentava.

(3). “Não que a palavra de Deus haja faltado, porque nem todos os que são de Israel são israelitas; Nem por serem descendência de Abraão são todos filhos; mas: Em Isaque será chamada a tua descendência. Isto é, não são os filhos da carne que são filhos de Deus, mas os filhos da promessa são contados como descendência. Porque a palavra da promessa é esta: Por este tempo virei, e Sara terá um filho” – Romanos 9.6-9 (ACF).

O presente estado dos judeus não indica que a promessa divina tenha sido rescindida. Nem todos os que descendem de Israel são realmente o Israel. As promessas do Senhor em qualquer período da história, podem envolver ativamente quantos dentre o Seu povo Ele decidir. No caso dos filhos de Abraão, Deus fez uma escolha. Em (por meio de) Isaque será chamada a tua descendência. Lembrando que essa escolha não tem nada a ver com a salvação, mas sim para ser o patriarca que daria continuidade à aliança. Aqui se faz uma distinção entre os filhos da carne, que nasceram de Hagar e Quetura (Gn 16.1-16; 25.1-4) e Isaque, nascido segundo a promessa. Isto é, estes filhos de Deus não são propriamente os da carne, mas devem ser considerados como descendência os filhos da promessa. Paulo coloca a negativa em primeiro lugar, para esclarecer que os filhos da carne não se tornam automaticamente filhos de Deus. Isaque nasceu por causa da promessa. Deus escolheu abençoar a humanidade através dele.

(4). “E não somente esta, mas também Rebeca, quando concebeu de um, de Isaque, nosso pai; Porque, não tendo eles ainda nascido, nem tendo feito bem ou mal (para que o propósito de Deus, segundo a eleição, ficasse firme, não por causa das obras, mas por aquele que chama)” – Romanos 9.10-11 (ACF).

Os contemporâneos judeus de Paulo devem ter replicado: "Somos filhos de Isaque; daí podemos ter a certeza de que Deus não nos rejeitará". Mas Paulo mostra que Deus fez uma escolha entre os dois filhos de Isaque, antes mesmo deles terem nascido ou feito algo de bom ou mau. Tal escolha foi feita para que o propósito de Deus quanto a eleição prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama. Lembrando novamente que essa escolha igualmente a de Isaque é a escolha para ser o patriarca que dará continuidade a aliança feita com Abraão, e não uma escolha relacionada a salvação ou condenação de ambos. A seleção divina não se baseia em obras legalistas, mas sobre Si mesmo e sobre o Seu plano para o mundo.

(5). “Foi-lhe dito a ela: O maior servirá ao menor. Como está escrito: Amei a Jacó, e odiei a Esaú” – Romanos 9.12-13 (ACF).

O que esta seleção envolve? O mais velho será servo do mais moço. Uma vez que esta seleção aconteceu antes que os gêmeos nascessem (Gn 25.23), Paulo certamente pensava aqui em dois indivíduos. Na citação de Ml 1.2-3, que volta-se para a conduta de Deus em relação a Jacó e Esaú, a ênfase cai sobre as nações. O que começou no período da vida dos fundadores dessas nações, continuou entre seus descendentes. A seleção relacionava-se com os papéis que os dois grupos iriam desempenhar na história. O Senhor demonstrou o Seu amor por Jacó, fazendo dos descendentes do patriarca os canais por meio dos quais Ele falava Seus oráculos, e tornava conhecida a Sua verdade.

Deus aborreceu a Esaú no sentido de que Ele não fez dos descendentes de Esaú canais de revelação, mas antes, como diz Malaquias: "Fiz dos seus montes uma assolação, e dei a sua herança aos chacais do deserto" (Ml 1.3). Voltando os olhos para a história de Esaú, Malaquias também usa sua palavra "aborreci", por causa da severidade da atitude de Deus com Esaú. A situação histórica de ambos os indivíduos e povos certamente afetam seu destino eterno. Mas a eleição em Rm 9.10-13 não é seleção para salvação eterna ou condenação. Antes, é uma seleção para desempenhar papéis para a qual Deus chamou indivíduos e nações no desenrolar da vida nesta terra.

(6). “Que diremos pois? que há injustiça da parte de Deus? De maneira nenhuma. Pois diz a Moisés: Compadecer-me-ei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia. Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece. Porque diz a Escritura a Faraó: Para isto mesmo te levantei; para em ti mostrar o meu poder, e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra. Logo, pois, compadece-se de quem quer, e endurece a quem quer” – Romanos 9.14-18 (ACF).

Que diremos, pois? Há injustiça da parte de Deus? De modo nenhum. O fato de que a seleção divina não se baseia sobre obras humanas, não torna o Senhor injusto. Ele é livre, justo e soberano. Essas qualidades se observam em Sua atitude para com Moisés e Faraó. Sua declaração a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia, e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão (Êx 33.19). Veio depois que Israel cometeu o pecado com o bezerro de ouro. Sob esse aspecto Israel possivelmente não merecia a misericórdia de Deus. Tal idolatria como a deles só merecia a ira.

Misericórdia e compaixão não dependem de quem quer, ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia. Isto é, ninguém pode reclamar a misericórdia de Deus. Deus também derrama Sua ira quando acha que é necessário. O verbo "levantar" (vs. 17) foi traduzido melhor neste versículo: Para isto mesmo te levantei. Deus trouxe Faraó ao cenário da história no Egito com o propósito de mostrar o Seu poder e provar que o Seu nome seria proclamado em toda a terra. Faraó continuaria sendo teimoso se Deus o colocasse em outro lugar ou posição no Egito. Mas Deus o colocou sobre o Egito a fim de executar Seus próprios propósitos e planos.

Recordando os dois casos de Moisés e Faraó, Paulo conclui: Logo, tem ele misericórdia de quem quer, e também endurece a quem lhe apraz. Deus foi livre e soberano no endurecimento do coração de Faraó, mas não foi arbitrário. Um estudo em Êxodo mostra que Faraó endureceu o seu coração antes que Deus o endurecesse. E mesmo depois de tê-lo endurecido, Faraó teve o poder de ainda endurecê-lo mais. O Senhor predisse claramente que ia endurecer o coração de Faraó: "Eu endurecerei (hazaq, piel, tornar rígido, duro; endurecer") o seu coração" (Êx 4.21); "endurecerei (qashah, hiphil, "tornar duro, rígido, rebelde") o coração de Faraó" (Êx 7.3). Mas só em 9.12 o registro de Êxodo diz que Deus realmente endureceu o coração do rei: "O Senhor endureceu o coração de Faraó (hazaq, piel, "tomar rígido, duro; endurecer"). As Escrituras têm muito a dizer sobre o falo do coração de Faraó ter-se "endurecido", e sobre Faraó "tomar o seu coração difícil, insensível, indiferente", antes mesmo delas declararem que Deus endureceu o coração de Faraó. A frase: "o coração de Faraó começou a se endurecer", significa que o caráter moral de Faraó se endureceu. O caráter moral é o aspecto mais importante de uma pessoa. Portanto, no sentido real, Faraó começou a se endurecer como resultado de sua própria atividade. "O coração de Faraó se endureceu [hazaq, qal, "tornar-se firme, rígido, duro": Êx. 7.13, 22; 8.19 - (Hb 8: 15). Assim, a conclusão de que Deus endurece a quem quer baseia-se na Sua justiça como também na Sua liberdade de procedimento com Faraó.

(7). “Dir-me-ás então: Por que se queixa ele ainda? Porquanto, quem tem resistido à sua vontade? Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra? E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição; Para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que para glória já dantes preparou, Os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios?” – Romanos 9.19-24 (ACF).

Paulo esteve se dirigindo aos judeus, que pensavam que, tendo a circuncisão e sendo membros do povo eleito de Deus, o Senhor tinha a obrigação de lhes garantir prosperidade terrena e bem-aventurança eterna. O apóstolo destacou a soberania e liberdade divinas como corretivos desse errado ponto de vista judeu. O Senhor só tem obrigações para com o seu próprio ser justo - não para com reivindicações que lhe sejam impostas por aqueles, que entendem mal seu Ser e Sua ação.

A esta altura, Paulo imagina que um dos seus oponentes diga: "Veja só ao que leva sua argumentação. O Senhor endurece um homem como Faraó e depois o acusa. Isso não faz sentido". A pergunta é: De que se queixa ele ainda? Pois quem jamais resistiu à sua vontade? A resposta de Paulo foi elaborada em termos apropriados ao homem, que faz a objeção e não em termos de análise intelectual do contra-argumento do homem. Paulo escreve: Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus? Um verdadeiro conhecimento do Deus verdadeiro torna tal objeção despropositada. Paulo apela para uma ilustração: Porventura pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro direito sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso para honra e outro para desonra? Esta ilustração do oleiro foi usada com muita eficácia por Jeremias séculos antes (Jr 18.4-6). Paulo destaca o completo controle do oleiro sobre o barro em termos da utilidade do vaso e não em termos de eternidade do homem. Um vaso é honrado ou desonrado dependendo do seu uso. Um vaso pode servir para se carregar água e outro para carregar detritos. O mesmo material foi usado para ambos.

Mas foram feitos para diferentes, funções, e por isso o oleiro lhes dá a forma de acordo com a pretendida função. Paulo agora aplica o princípio. Ele o faz em uma sentença longa que se estende de Rm 9.22 até 9.24. Se um oleiro pode fazer o que lhe apraz com seus vasos, certamente Deus pode fazer o que quer com os Seus. Embora Paulo ainda esteja destacando a soberania e liberdade de Deus, ele evita cuidadosamente de descrever o Senhor como tendo o mesmo tipo de relacionamento, com os vasos da ira e os vasos da misericórdia.

Se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita longanimidade os vasos da ira, preparados para a perdição; (e se ele o fez) a fim de que também desse a conhecer (revelar) as riquezas da sua glória em vasos de misericórdia, que para glória preparou de antemão os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios? Como pode você levantar alguma objeção contra a justiça de Deus? Na frase que começa com a palavra "querendo", Paulo certamente tem em mente Faraó e outros iguais a ele. As palavras mostrar a sua ira e dar a conhecer o seu poder são simplesmente uma variação da linguagem usada no versículo 17: "para em ti mostrar o Meu poder". Paulo estava muito ansioso em enfatizar a paciência e longanimidade de Deus com os vasos da ira.

Foram descritos como preparados para a perdição, presumindo que o particípio está na voz média, traduziram: aqueles que têm assumido uma posição de se prepararem para a destruição. Outros consideram o particípio passivo e traduziram: aqueles que têm assumido uma posição de serem preparados por Deus para a destruição. Mas o contexto certamente favorece a voz passiva sem confinar o agente em um ser ou coisa. Deus está especificamente ligado à preparação antecipada (voz ativa) dos vasos da misericórdia. Mas no que se refere aos vasos da ira, o estudante encontra essa passiva indefinida. O que opera no homem para colocá-lo nessa posição de ser preparado para a destruição eterna? A resposta é complexa. Inclui seus próprios atos de pecado e natureza rebelde. Envolve seu meio ambiente, que toma o pecado atraente. Estes fatores influenciam certos vasos a se tornarem vasos da ira, isto é, objetos em posição de serem preparados para a destruição. Deus preparou específica e antecipadamente, os vasos da misericórdia para a glória, e também lhes revelou as riquezas da Sua glória. Glória refere-se à radiância do ser de Deus. O derramamento das riquezas de Deus, quer dizer aquelas que não foram reveladas aos recipientes. Quem são esses vasos da misericórdia? Paulo define o nós como aqueles a quem Deus chamou não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios. A liberdade, poder e soberania do Senhor, de um lado, são colocados contra a Sua paciência, Sua revelação das riquezas da Sua glória, e a Sua preparação antecipada dos vasos da misericórdia (vs. 22-24). O destino daqueles assim preparados é a glória.

(8). “Como também diz em Oséias: Chamarei meu povo ao que não era meu povo; E amada à que não era amada. E sucederá que no lugar em que lhes foi dito: Vós não sois meu povo; Aí serão chamados filhos do Deus vivo. Também Isaías clama acerca de Israel: Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo. Porque ele completará a obra e abreviá-la-á em justiça; porque o Senhor fará breve a obra sobre a terra. E como antes disse Isaías: Se o Senhor dos Exércitos nos não deixara descendência, teríamos nos tornado como Sodoma, e teríamos sido feitos como Gomorra” – Romanos 9.25-29 (ACF).

O “nós” do versículo 24 refere-se àqueles que Deus chamou, não somente dentre os judeus, mas também dentre os gentios. O escritor volta-se agora para o V.T. para mostrar que ele sustenta essa vocação: vs. 25,26. Paulo cita em Oséias 2.23; 1.10, passagens originalmente dirigidas às dez tribos. As palavras não era meu povo e não era amada foram pronunciadas às dez tribos por causa do seu afastamento do Senhor. Elas se tomaram como os gentios. Deus prometeu às dez tribos, que um dia elas seriam chamadas de filhos do Deus vivo, exatamente no mesmo lugar em que foram declaradas "que não era meu povo".

O ponto principal é que um remanescente será salvo. Finalmente, completando o quadro do VT da ação salvadora de Deus, Paulo cita Isaias 19 da "deixou-nos semente", ou tem "um pequeníssimo remanescente". Se Deus não tivesse deixado alguns, a nação de Israel teria sido riscada.

(9). “Que diremos pois? Que os gentios, que não buscavam a justiça, alcançaram a justiça? Sim, mas a justiça que é pela fé. Mas Israel, que buscava a lei da justiça, não chegou à lei da justiça. Por quê? Porque não foi pela fé, mas como que pelas obras da lei; pois tropeçaram na pedra de tropeço; Como está escrito: Eis que eu ponho em Sião uma pedra de tropeço, e uma rocha de escândalo; E todo aquele que crer nela não será confundido” – Romanos 9.30-33 (ACF).

Agora Paulo trata do relacionamento de Israel e dos gentios com a justiça, fé e salvação. Ele mostra que este é um assunto crucial porque os judeus criam que, estando assinalados pela circuncisão, na qualidade de povo eleito de Deus, o Senhor não poderia rejeitá-los.

Uma vez que Deus nos chamou, a nós os cristãos (v. 24), dentre judeus e gentios, que diremos pois a respeito dos gentios e judeus que alcançaram a justiça? A resposta: Dizemos ou declaramos que os gentios, que não buscavam a justificação, vieram a alcançá-la, todavia a que decorre da fé. E Israel que buscava lei de justiça, não chegou a atingir essa lei. Paulo aqui é muito conciso. Não obstante, observe que no versículo 30 a palavra justiça ocorre três vezes. Os gentios crentes descobriram a chave do relacionamento do homem com Deus - a justiça. Eles encontraram a justiça que Deus concede por causa da fé ou confiança (Rm 3.21-26). Israel buscara o princípio da lei (o código mosaico era a mais apreciada personificação desse princípio) para obter justiça, mas eles nunca alcançaram essa justiça.

Por que Israel não alcançou a justiça? Tragicamente vem a resposta: Porque não decorreu da fé, e sim, como que das obras (que eles buscaram a justiça). A fé ou confiança é importante por causa do objeto (Cristo) no qual se crê e confia. Israel rejeitara o objeto. Eles tropeçaram (ou rejeitaram) na pedra de tropeço. Na admoestação de Isaías 8.14, Jeová é a pedra de tropeço para a maioria daqueles, que fazem parte de ambas as casas de Israel. No N.T. é Cristo que é a pedra de tropeço (aqui e em I Pe 2.6-8). A maior parte da citação de Paulo neste versículo é da promessa de Isaías 28.16. Mas o apóstolo usa a linguagem da advertência de Isaías 8.14 - uma pedra de tropeço e rocha de ofensa e insere esta advertência no meio do ensino positivo sobre a pedra em Isaías 28.16, e depois completa o versículo. A última cláusula de Rm 9:33 - E aquele que nela crê não será confundido - introduz um raio de luz num quadro, que de outro modo seria muito obscuro. Tal reação positiva, entretanto, não foi a de Israel como um todo, pois Israel tropeçou na pedra que Deus colocou em Sião.


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Carta aos Romanos - Capítulo 08 (Explicação e Estudo)


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CARTA DE PAULO AOS ROMANOS - CAPÍTULO 8.1-39

Introdução

Chegamos ao capítulo 8 e até aqui o mestre Paulo nos orientou sobre diversos pontos fundamentais na nossa caminhada de fé: argumentou sobre o nosso pecado, santidade de Deus e, devido à corrupção humana, a insuficiência em satisfazermos as exigências da Lei. Vimos a suficiência da graça de Deus, a justificação, a paz e alegria proporcionadas por Ele, mesmo em meio a sofrimentos e angústias e a esperança vívida que temos pelo fato de Cristo ter ressuscitado e a garantia da vida eterna Nele. Neste capítulo teremos um vislumbre magnífico, maravilhoso de bênçãos do Pai aos seus que chegam a Ele com amor, reverência e corações agradecidos. Logo de início (vs. 1-11), o apóstolo vai observar o poder da santificação no Espírito, haja vista, que cristãos devem andar segundo o Espírito, não segundo a carne (Rm 1.4; 8.1; Gl 5.16-18,25). O Espírito Santo tem destaque especial neste momento, são no mínimo 16 referências diretas a Ele, como em nenhum outro capítulo no N.T. O Espírito é o que livra do pecado e morte (vs.2,3), nos dá condições de cumprir a Lei de Deus (v.4), transforma nossa natureza (corrompível) e nos fortalece para termos como vencer a “carne” (vs. 5-13), nos garante a adoção como filhos (vs. 14-16), a garantia da glorificação no final (vs. 17-30). Paulo ainda vai tratar do futuro glorioso que nos espera, como resultado do favor e imensurável amor de Deus (vs.31-30).

Dica de estudo:
Leia primeiro o capítulo 8 de Romanos na sua Bíblia; depois os textos complementares de apoio.

Análise do texto – Vers. 1–39

(1) “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito. Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte. Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne (o que a lei não podia fazer devido à fraqueza da carne, natureza pecaminosa), Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado (estado pecaminoso), pelo pecado condenou o pecado na carne; para que a justiça (a exigência) da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito. Porque os que são (ou vivem) segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne (desejos, corrupção...); mas os que são (ou vivem) segundo o Espírito para as coisas do Espírito. Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz. Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus. Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo (Cristo em Espírito habitando nele; sendo Senhor e Salvador), esse tal não é dele. E, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, (o resultado do pecado, desde o Éden, foi a morte), mas o espírito vive por causa da justiça. E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, Aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita.” (Romanos 8.1-11 – ACF)

Paulo inicia mostrando-nos a obra do Espírito Santo e a fraqueza da lei diante Dele. Por que se nós tivéssemos condição de vencer nossa natureza, Deus não precisaria ter-se feito carne (em pecado) por nós; a vinda do Senhor foi um decreto (à vista da lei), contra o pecado no ser humano dando-lhe condição para ser livre (de condenação). A exigência mais alta da lei era a santidade, algo que o ser humano não conseguiria sem a ajuda do Espírito. Desta forma, nossos pensamentos, palavras, atitudes passam a ser guiadas por Ele. Senão, toda a nossa inclinação (por sermos imperfeitos) seria para o que é mau e desagradável para Deus. Ao sermos guiados pelo Espírito, nos tornamos santos e deixamos a velha natureza (criatura; hábitos... práticas; cp. Gl 5.19-21, com Gl 5.22,23), porque, onde há santidade (no Espírito), a Lei não é necessária (Gl 5.18), ela está plenamente cumprida. O cristão passa a amar e desejar as coisas eternas, as promessas, garantias, etc. Livre do jugo da morte, inclinando-se para a vida no Senhor, tendo paz e afastando-se da possibilidade de se tornar inimigo de Deus. Ter o Espírito Santo, significa ser habitado, governado, dirigido por Ele – Ter Vida... sabemos que o corpo já está previamente destinado, por causa do pecado original, à morte, mas o nosso destino final é a ressurreição e a vida, não esqueçamos disso! (cf. Jo 5.29; 11.24,25; Rm 6.5; Ap 20.6). O que Paulo vai destacar a seguir é que nada devemos à “carne”, então não devemos seguir os seus desejos, vontades (inclinação), ou dessa forma estaremos desprezando, desonrando a justiça do Senhor que alcançamos na salvação.

(2) “De maneira que, irmãos, somos devedores, não à carne para viver segundo a carne (como se fossemos obrigados a viver de acordo com a “carne”). Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo (ações praticadas), vivereis. Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão (pecado aprisiona a alma), para outra vez estardes em temor (viverem com medo), mas recebestes o Espírito de adoção de filhos (filhos são livres do jugo...), pelo qual clamamos (falar com certeza, desejo, confiança): “Aba”, Pai. O mesmo Espírito testifica (confirma em nosso interior) com o nosso espírito que somos filhos de Deus. E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e coerdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos (sofremos), para que também com ele sejamos glorificados.” (Romanos 8.12-17 – ACF)

Se nada devemos à carne, afinal não foi ela que nos salvou, remiu ou santificou... então, por que nos inclinamos a ela? Por causa da nossa natureza corrompida pelo pecado (escravidão), por isso precisamos depender do Espírito e “mortificar” (Gl 5.16-18), anular a ação dos desejos, concupiscências... ou seja, dizer não! Basta! Não ceder às tentações e desejos que nos impulsionam à satisfação (ilícita), não digna, ao prazer não aprovado por Deus. O verdadeiro filho de Deus tem o Espírito, consequentemente deve ser guiado por Ele. Não há como ter o Espírito Santo sem ser filho (cf. Jo 3.6; Rm 8.9b,14; Gl 4.6), ou ser guiado... até para om adorar, só filhos (Jo 4.24; veja ainda 1 Co 2.10-14). Então, a famosa expressão que muitos gostam de usar: “eu também sou filho de Deus!”, não se aplica. Ser criatura (não regenerado; não possuir o Espírito de Cristo), não é o mesmo que ser filho. O filho sim, não vive mais em escravidão pelo medo (da morte e de punição; cf. Hb 2.14,15; 1Jo 4.18), e sim, vivendo na certeza que somos herdeiros com o Senhor (nosso principal destino não é a morte e sim a ressurreição; v. 23), termos a consciência que o Espirito produz em nós que de fato somos filhos (Deus nos adotou; o Espírito em nós produz vida). Assim, podemos chamá-lo “Aba” que é a palavra aramaica para “Pai”; transmite um senso de intimidade com Ele, o que em nossa cultura nos permite chamar nossos pais de “papai” ou “paizinho”, aquele que nos dá segurança, pelo relacionamento íntimo que temos com ele. O próprio “Espírito confirma isso em nosso espírito” (v.16) ... vale lembrar que nos aspectos legais romanos, uma adoção só se concretizava pelo testemunho de sete pessoas idôneas, e, neste caso, é o próprio Espirito que confirma em nosso “homem interior”, essa adoção – que legalmente (em Deus), somos seus filhos. A vida cristã é sem dúvida a vida no Espírito, por Ele guiada e mantida, ainda assim, precisamos destacar o detalhe que, existe a possibilidade de que, ainda que sejamos D’Ele (o Senhor, o mesmo Espírito), podemos passar por sofrimentos, angustias e tribulações (no presente), mas temos a esperança de também com Ele sermos glorificados no futuro.

(3) “Porque para mim tenho por certo que as aflições (sofrimentos) deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada (no futuro; consumação de todas as coisas). Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus. Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou (Deus , o criador), na esperança de que também a mesma criatura (a própria criação) será libertada da servidão da corrupção (cativeiro...), para a liberdade da glória dos filhos de Deus (o estado de excelência original; Ap 21.4,5). Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto (suportando angústias, aflições) até agora. E não só ela, mas (também) nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também (da mesma forma) gememos em nós mesmos (nosso íntimo), esperando a adoção (de filhos), a saber, a redenção do nosso corpo (ressurreição e incorruptibilidade, imortalidade). Porque em esperança fomos salvos. Ora a esperança que se vê não é esperança; porque o que alguém vê como o esperará? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o esperamos.” (Romanos 8.18-25 – ACF)

O sofrimento presente nem se compara à glória futura! Mas, o fato é que ninguém, por mais que saiba o futuro revelado na Palavra, gosta e lida bem com o sofrimento e com a dor, isso é natural (o ser humano não foi criado para o sofrimento). Contudo, esta colocação de Paulo que visa mostrar a glória futura que aguarda os filhos de Deus, deve manter-nos conscientes de que a nossa salvação não termina aqui nesta existência e sim no futuro. Esta sim é a certeza que deve nutrir a vida do cristão que deve aguardar, com esperança esse tempo. O Senhor transformará os seus, a dor em alívio, o sofrimento em regozijo (cf. 2Co 1.7; Ap 7.17; 21.4), e também toda a criação. Infelizmente por causa do pecado toda a criação (o universo), foi amaldiçoada (Gn 3. 17-19), por isso a “vaidade”, neste caso tem relação com abuso, corrupção, incapacidade de cumprir o propósito de Deus, o Criador, e por isso Ele a sentenciou (a sujeitou), mas não a abandonou – há esperança de redenção! Ela será libertada. Hoje todos gemem (o peso, a dor, pela transgressão), suportam angústias, literalmente “dores de parto”, mas não será para sempre, as dores antecedem o nascimento de algo novo. Afinal “temos as primícias do Espírito”, como ao contemplarmos uma árvore que começa a dar os primeiros sinais de frutos, isso traz esperança de uma farta colheita, então podemos ter a mesma esperança na herança que está por vir – a adoção de filhos (neste caso com todos os mesmos direitos, privilégios, responsabilidades...); sermos iguais a Cristo, nosso redentor. A salvação plena, completa e definitiva, a redenção se dará no final, por isso devemos aguardá-la com fé e paciência. Ela chegará!

(4) “E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir (em oração) como convém (de forma correta, específica, com entendimento), mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis (não consegue ser expresso em palavras). E Aquele que examina os corações (sonda nosso íntimo) sabe qual é a intenção (o que vai na mente; desejo, vontade) do Espírito; e é Ele que segundo (a vontade de) Deus intercede pelos santos. E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porque os (todos) que dantes conheceu (desde a eternidade passada) também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou.” (Romanos 8.26-30 – ACF).

Não somente a criação e os filhos, mas o próprio Espírito sofre (geme), em dor aguardando o “nascimento”, o tempo da restauração final! Pelo fato de não termos condições de lidar com tal situação (este estado pecaminoso e imperfeito), até mesmo para oramos, não sabemos, muitas vezes, como fazê-lo. Geralmente oramos por coisas desnecessárias (até fúteis; vaidades), muitas vezes, oramos sem critério, sem a dependência do Espírito e sem refletirmos sobre a vontade e glória a Deus. Diante da nossa incapacidade (fraqueza) de pedirmos a libertação ou até mesmo a força para aguentarmos firmes, ou até para expressarmos o que desejamos e como, para o futuro (pedir especificamente), faz com que o Espírito o faça por nós com “gemidos inexprimíveis”, a exemplo de Cristo que, sendo nosso Mediador, nos aproximou e é nosso advogado (“parakletos”) e intercessor também (v. 34), junto ao Pai; os dois (são plenamente Deus), trabalham em prol do mesmo propósito para Deus – a redenção total e definitiva. O Espírito (sendo Alguém; uma Pessoa), também sofre e identifica-se conosco neste aspecto e deseja a libertação de todos, a criação, a igreja (os salvos, santos, remidos). Ao interceder, Ele o faz segundo a vontade, desejo do nosso Pai celestial. Os versículos 28 a 30 vão revelar o propósito mais excelente de Deus em relação a nós (à humanidade). Porém, muita discussão tem existido em torno de um “problema” (vs. 29,30). A salvação afinal, é para todos ou apenas alguns? Paulo afirma que Deus predestinou (estabeleceu um destino previamente), chamou (requer obediência no atender esse chamado), justificou (perdoou e recebeu), e glorificou! (no processo de Deus este é o alvo final). Esta situação é geralmente comparada com o que Jesus afirmou com “muitos serão chamados e poucos escolhidos” (Mt 20.16), e aqui, o Senhor estava falando de um convite que foi feito para todos, porém escolhidos são os que viessem a crer (decisão do ser humano); já o apóstolo Paulo, refere-se à chamada geral para a obediência de alguns, grupo específico com propósito específico, revela um chamado (At 26.19), como por exemplo o dele próprio (sabendo-se que esses atenderiam o chamado gracioso do Senhor). A palavra “chamado” está sendo usada por Jesus e Paulo em sentidos diferentes (comum em diversas línguas). O Desejo e propósito do Pai foi, e sempre será, a salvação de toda a humanidade, mas infelizmente nem todos obedecerão ao “chamado”. Deus não elegeu uns para serem salvos e outros condenados; a escolha é nossa, a obra Ele já realizou; Deus predestinou todos, porém, tem o detalhe “quem quiser, tome de graça da água da vida.” (Ap 22.17); o problema é que “todos são atraídos a Cristo” (Jo 12.32), mas nem todos querem segui-Lo! Infelizmente!
Deus conhece realmente a todos (Onisciente), conhece e anuncia “o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam...” (Is 46.10a). Neste sentido, conhece tudo e todos os que nasceriam (até quem o aceitaria ou não), mas a
oportunidade, ah! Ele deu de graça a todos (Jo 3.16). O próprio Paulo escrevendo aos seus discípulos, deixou claro que “...a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens...” (Tt 2.11); o desejo do Pai que “...todos sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade”. (1Tm 2.4; cf. 2Pe 3.9). Então, a predestinação que Paulo observa neste texto, está se referindo ao moldar-se à imagem e caráter de Cristo, “serem conformes a imagem de seu filho” (v.29), ou seja, todos os que cressem (e aceitassem o Senhor), já estavam destinados (previamente) a serem moldados moralmente de forma a honrarem de forma correta a Cristo e Sua Palavra, essencial ao verdadeiro adorador.

(4) “Que diremos, pois, a estas coisas? (relação com caps. 3,5 e 8) Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará (graciosamente) também com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os escolhidos (eleitos) de Deus? É Deus quem os justifica. Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados (considerados) como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades (poderes), nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Romanos 8.31-39 – ACF)

Nada nos poderá separar do amor de Deus? É o que o texto afirma, “Se Deus é por nós”, sim! Nada poderá ter sucesso contra os remidos do Senhor. Verdadeiros cristãos serão vitoriosos em Cristo seja qual for a circunstância ou oposição; já vimos isso acontecer no decorrer da história de cristãos piedosos. Contudo, precisamos lembrar que o cristão não recebe uma vacina contra as tentações ao aceitar e receber a maravilhosa graça que pela fé o leva à salvação e justificação em Cristo. A nossa promessa é de vitória diante das lutas e tentações, desde que nos rendamos ao domínio de Cristo pois é por Ele, pelo seu amor, que “nós somos mais que vencedores”. O cristão luta, contra o pecado e sua natureza, enquanto mantém sua fé e confiança em Cristo, então, poderemos ser glorificados com Ele! Não podemos esquecer que todas as coisas cooperam para o nosso bem, e o Pai não vai deixar a Sua obra (propósito) pela metade. Então sim, podemos crer que nada nos separará do seu amor. Este trecho é um louvor à segurança que o cristão tem em Deus. A morte de Cristo não foi em vão, mas nós temos a responsabilidade de “fazer valer a pena” o seu sacrifício. Como? Honrando-o, mantendo a fidelidade, dependência do Espírito e da Sua Palavra... então, sim, “Deus poderá nos agraciar com todas as coisas”, não está se referindo a bens ou coisas materiais e sim ao que é necessário para mantermos a vida de fé, paciência, amor, perseverança, sustento, etc., que necessitamos na nossa caminhada de fé e vida natural. Afinal, Cristo não morreu para o nosso prazer ou pelo nosso bem-estar, e conquistas materiais, e sim, pela nossa salvação, a vida eterna – nos resgatar da maldição a que o pecado nos sujeitou (esperança no porvir). Neste sentido quem poderá acusar-nos? Se, Ele nos justificou, nenhuma das situações citadas por Paulo poderá nos separar do amor do Senhor. Por amor a Cristo somos sempre alvos de satanás e de todos os que odeiam a Deus, Sua Palavra, seus princípios morais, éticos, etc. Porém, devemos nos alimentar com a esperança de que tudo isso será derrotado, na volta do Senhor, na nossa ressurreição para a vida eterna; vencedores, sim seremos! Não pela nossa própria força, mas por causa D’Aquele que nos amou e se entregou por nós, morrendo numa cruz (símbolo de maldição e vergonha). Por esse amor (Jo 3.16), com certeza, nos protegerá e nos salvará – garantia nesta vida? Sim, em muitos casos, mas principalmente no porvir, livres do sofrimento, angustias, da morte eterna e do inferno. Lembre-se que um dia “toda a lágrima será enxuta” e “toda a lembrança de sofrimento e angustia”, será apagada. Uma sugestão: faça uma devocional de Lc 3.17; Ap 7.17; 21.4, e tire o melhor proveito desse tempo com o Pai que nós temos. Permaneçamos firmes no Senhor e veremos o resultado, a vitória final de tudo isso.
Deus vos abençoe e vos guarde...

Por Ricardo Sousa


DICIONÁRIO BIBLIOGRÁFICO:

“carne” – (gr. “sarx”), definindo-a, o termo é usado para descrever a “natureza humana” (pecaminosa); e, a disposição do individuo (interior) de opor-se ao espírito (como uma guerra interior); foi o que Paulo tratou em Romanos 7.7-25, estudado no capítulo anterior. A carne é essa atitude, predisposta a cumprir desejos, vontades, que não só levam alguém a pecar, mas que em última análise já se configuram como pecado.


“escolhidos” (“eklektos”; eleitos) – existem várias formas de entendermos, a escolha, eleição ou seleção; são vários exemplos em nossa língua de aplicação deste termo. O que, contudo, não deve fazer-nos pensar que se refere a um tipo de seleção prévia que destinou apenas um selecionado grupo (exclusivismo), para ser salvo e justificado por Deus. Todo aquele que receber Cristo (em seu interior), como Senhor e Salvador, recebe um “selo” (divino) que o elege para usufruir da graça provida em Cristo (na cruz). A exemplo de Israel (também conhecido como eleito), não significa que todos eles (por serem uma nação eleita), serão todos salvos! A salvação só será destinada a todo aquele que não rejeitar a Cristo, atendendo (aceitando o chamado), a sua valiosa graça. Então, mesmo Israel tendo sido (previamente) chamado para ser povo de Deus (salvo), foi eleito para servi-Lo e só será salvo se não rejeitar a Cristo. Isto vale para todos! Deus também elegeu a Igreja para ser “santa e irrepreensível” (Ef 1.5) e servi-Lo (1Pe 1.2), e lhe deu condições espirituais (por sua graça) de poder escolher em se aproximar de sua salvação ou não; só será justificado aquele que crer (At 13.39; cf. Rm 8.30), e crer depende de uma escolha humana após ouvir, pensar sobre, acreditar e tomar a decisão.

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