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ANÁLISE DO EVANGELHO DE JOÃO – CAPÍTULO 03 ( Estudo/esboço/ Comentário)





ANÁLISE DO EVANGELHO DE JOÃO – CAPÍTULO 03
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INTRODUÇÃO:
Em seu ministério Jesus sempre deu muita ênfase no ensino, o Mestre aproveitava as ocasiões para propagar o evangelho do reino . Um dos seus ensinos mais profundos é o descrito em Mateus 5 (O sermão da montanha). Multidões eram impactadas e alcançadas pelas palavras de Jesus. Muitas vezes a mensagem contrastava com o estilo de vida atual dos judeus, e como Jesus bem conhecia, sempre ensinava de uma maneira simples (para que todos entendessem) porém sempre expondo a verdade. Leia o versículo abaixo:
“ Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e aborrecerás o teu inimigo.
Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem,”
(Mateus 5:43-44)

Este é um dos ensinos de Jesus que ia de encontro a prática dos homens daquele tempo, pois de fato quem é que vai amar quem lhe faz mal? Quem tratará bem aos que lhe perseguem? Mas Jesus queria levar seus ouvintes a refletirem e viverem de fato a misericórdia e o amor ao próximo. Os homens estavam prontos a cumprir a lei mas se esqueciam do mais importante dela; exercer o amor e principalmente a misericórdia. Isto até parecia utopia pois enquanto Jesus pregava amor, outros mestres ensinavam: “Olho por olho e dente por dente”. Por esse e outros motivos é que precisamos aprender com Jesus, pois sua maneira de viver e seus mandamentos são benção para nossa vida e bálsamo para a nossa alma.

O capítulo 3 do Evangelho de João traz uma das mais lindas mensagens pregadas por Jesus, mensagem essa que os pregadores da atualidade talvez guardariam para expor para uma grande platéia ou em um grande encontro, mas jamais para apenas uma pessoa. Este capítulo inicia com o encontro de Nicodemos e o Mestre Jesus. O que será que levou Nicodemos a procurar Jesus? Qual curiosidade moveu o seu coração para ir ao encontro Dele? É sobre isto que vamos falar no estudo abaixo. Pegue sua bíblia, abra o seu coração e prepare-se para mergulhar no conhecimento e na revelação Divina da palavra do Senhor.


Análise do texto – Vers. 1-21
Expressões-chave: Fariseus, príncipe, nascer, água, Espírito, serpente.
Nicodemos foi um fariseu e principal entre os judeus, ou seja, ele era membro do Sinédrio (Composto por 70 cadeiras divididas entre fariseus e saduceus). A palavra grega utilizada para descrever a posição de Nicodemos é archon, que significa “governador”, termo muito usado como uma espécie de título para os integrantes do Sinédrio. Em algumas traduções o termo também é traduzido como “líder dos judeus”.
O nome Nicodemos é grego e significa “conquistador do povo”. A explicação por seu nome ser de origem grega, se dá pelo fato de que, a partir do período dos governantes macabeus, tornou-se comum uma mistura de nomes gregos entre os hebreus.
Nicodemos era um mestre em Israel, um estudante profissional, intérprete e doutor da Lei, ocupando uma posição muito proeminente. Para entendermos um pouco melhor a posição de Nicodemos precisamos ter uma noção básica do que era o Sinédrio. De forma bem resumida, o Sinédrio era um tipo de Corte Suprema dos judeus que se reunia em Jerusalém. No tempo de Jesus, a jurisdição do Sinédrio era tanto civil quanto, de certa maneira, criminal.
Era muito comum naqueles dias fariseus, saduceus, escribas entre outros, procurarem Jesus durante o dia, essa “busca” não era pela verdade,mas sim recolher provas (ou achar culpa) para posterior acusação do Messias. Um caso muito conhecido dessas armadilhas está descrito em João capítulo 8:
“E os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério;
E, pondo-a no meio, disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio ato, adulterando.
E na lei nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes?
Isto diziam eles, tentando-o, para que tivessem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia com o dedo na terra.
E, como insistissem, perguntando-lhe, endireitou-se, e disse-lhes: Aquele que de entre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela.
(João 8:3-7)

Fica claro e evidente que queriam encontrar “falha” em Jesus, e tendo assim um álibi para o condenarem. O Mestre sabiamente, não foi contra a lei e nem julgou a mulher precipitadamente ou injustamente.
Quem eram os fariseus?
O termo "fariseus" significa "os separados" ( heb.Pērûshim); há diversas explicações para o sentido dessa palavra, mas na prática ela enfatiza sua separação de qualquer coisa que possa comprometer sua pureza ética, cerimonial, ou moral. Eles desenvolveram um conjunto de tradições orais, com a intenção de adaptar os princípios antigos da lei escrita às situações diferentes de tempos posteriores, evitando, assim, que estes princípios fossem colocados de lado como sendo antiquados ou impraticáveis. Nisto é que eles se diferenciavam de seus principais rivais, os saduceus, que criam somente na autoridade da lei escrita e também rejeitavam as inovações dos fariseus, que criam na ressurreição do corpo e na existência de hierarquia de anjos e demônios (veja Mc 12,18, At 23.8) Eles se agrupavam em irmandades ou comunidades locais. Josefo, que diz ter orientado sua vida pelos princípios dos fariseus desde os dezenove anos, calcula que havia uns 6.000 fariseus em seu tempo (Antigüidades 17.42).95


V.2: Sabendo agora quem era Nicodemos, e sua importância no meio do povo Judeu, Logo pensamos o que levou-o de fato a ir ter com Jesus. Uma das situações possíveis é a Justiça. Sim, mesmo que naqueles dias a justiça dos Fariseus não era reta e em sua maioria seguia apenas preceitos humanos, não é de se admirar que Nicodemos queria conferir se de fato Jesus era aquilo que em seu meio diziam. Para quem não sabe, os Fariseus sempre que podiam, tentavam desabonar Jesus, ou até mesmo insultá-lo com títulos como : filho de Belial, e até mesmo de belzebu (cf. Mateus 10:25). Mas mesmo que o “meio” em que Nicodemos estava tratava Jesus assim, não o impediu de ir conferir os fatos e ver se realmente Jesus era aquilo que diziam.

Duas coisas importantes Nicodemos fez: Ignorou a tendência e buscou a verdade que havia em Jesus. Uma aplicação para os nossos dias é, não seguir a “tendência do nosso meio”. Mesmo que somos humanos e até inconscientemente aprendemos um com o outro, devemos ser atentos às questões espirituais. Se a tendência de muitos é a frieza espiritual, fuja da tendência e procure Jesus. Se a “tendência” é a apostasia, fuja dela, e corra aos pés de Jesus. Não espere outros buscarem para depois você começar, grandes revoluções não acontecem com a maioria, mas sim, com dois ou três que não aceitam a situação, nem tão pouco se acomodam. Já pesquisou a história dos grandes avivamentos? Deus não precisa de números, Deus quer mesmo é um homem e uma mulher que seja capaz de renunciar tudo para viver em santidade e ser usado por Ele. Que sejamos esses que irão revolucionar e vencer a tendência em que muitos estão aderindo.

V.3 ao 7: Ainda que  Nicodemos reconhecesse que os sinais operados por Jesus eram através do Poder de Deus, seria apenas o início do processo de transformação. Jesus deixa claro a impossibilidade do homem chegar a salvação por si mesmo ou por suas obras. Sendo algo comum ao mestre, juiz e fariseu Nicodemos, em suas declarações, Jesus demonstra que não importa a condição social, econômica ou cultural: está vetado a entrada do homem no reino dos céus ( Mt 5:20 ; Jo 3:5 ) se este não for como um criança, ou não nascer de novo.
Ao revelar que Nicodemos precisava nascer novamente, Jesus demonstrou que a justiça do juiz, mestre e fariseu estava aquém da justiça exigida por Deus. Nicodemos precisava obter justiça superior, assim como os outros fariseus e a multidão que sempre o ouvia. Ora, como seguidor da lei, Nicodemos não matava ( Mt 5:21 ), não roubava, não dizia falso testemunho (Jo 3:11), não adulterava ( Mt 5:27 ), se necessário daria a carta de divórcio ( Mt 5:31 ), não perjurava ( Mt 5:33 ), amava o próximo ( Mt 5:43 ), ou seja, fazia tudo aquilo que os Antigos ensinaram. Do mesmo modo que Nicodemos, a multidão tinha como meta fazer tudo conforme os seus mestres ensinavam, mas Jesus demonstrou que, mesmo que fizessem conforme os escribas e fariseus ensinavam, jamais entrariam no reino dos céus. Então era necessário rever os conceitos, deixar para trás a “velha maneira de viver” e nascer um novo homem com uma mente transformada pela verdade.
Jesus apontou a necessidade do novo nascimento porque o primeiro homem pecou ( Is 43:27 ). Desde a queda de Adão todos os homens são formados em iniquidade e concebidos em pecado ( Sl 51:5 ). Todos os homens se desviaram desde a madre. Andam errados e falam mentiras desde que nascem ( Sl 58:3 ). Depois que o homem piedoso pereceu (Adão), não há entre os homens um que seja reto ( Mq 7:2 ). Todos os descendentes de Adão se desviaram e não há quem faça o bem ( Sl 14:3 ; Sl 53:3 ), visto que, mesmo sem causa alguma transgridem ( Sl 25:3 ).
Mas, para nascer de novo, primeiro o pecador precisa morrer, pois Deus determinou que a alma que pecar, esta morrerá. Para estabelecer a justiça que excede a dos escribas e fariseus é necessário a morte do transgressor, visto que a pena imposta não pode passar da pessoa do transgressor ( Ez 18:20 ). Somente quando o homem morre com Cristo é que se dá a justiça de Deus. Somente após o velho homem ser crucificado com Cristo, Deus trás a existência o novo homem, gerado em verdadeira justiça e santidade. Após o corpo do pecado ser desfeito ( Cl 2:11 ), e sepultado com Cristo ( Cl 2:12 ), o homem é vivificado com Cristo ( Cl 2:13 ).
Através de Cristo o homem recebe um novo coração e um novo espírito ( Sl 51:10 ; Ez 18:31 ; Ez 36:25 -27), pois em Cristo é circuncidado para receber vida com Deus ( Dt 30:6 ; Cl 2:11 ). Deus não somente declara o homem justo, antes ele cria o novo homem segundo a sua justiça, e o novo homem é declarado justo, por meio de Cristo Jesus.
V.8-15: E fácil entender que o agente de transformação é o Espírito Santo de Deus. Ao qual utiliza também do processo nascer da água (Água pode simbolizar pureza do coração e mente, a palavra de Deus que limpa o homem, batismo nas águas e o próprio Jesus). Pois não há como viver de fato uma vida com Deus sem ouvir e meditar em sua palavra e sem submeter-se ao Seu Espírito Santo.
A bíblia diz que o homem espiritual discerne todas as coisas, e que também as coisas do Espírito se discernem pelo espírito:
Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.
1 Coríntios 2:14
Obviamente Nicodemos só entenderia o que Jesus queria lhe dizer se buscasse a sabedoria que vem do alto, pois o homem terreno não compreende as coisas Divinas. Por isso meu amado irmão e irmã aproveito este espaço e oportunidade para perguntar: Como está sua vida espiritual? Qual ênfase e relevância tem dado a ela? Busque o Espírito Santo de Deus, Ele é o guia e o nosso consolador. Não negligencie a vida espiritual, renuncie o que for preciso, deixe de lado aquilo que for necessário para que você tenha uma vida amplamente íntima com o Senhor, sendo assim um cristão genuíno, íntimo e conhecido (a) do teu Deus.
Conclusão –
No Versículo 14 está a chave para vencer todas as situações adversas em nossa vida. Pois quando lemos  Números 21: 8-9  acontece que pessoas era picadas por serpentes ardentes e mortais. Não havia cura para a picada, quem por ela fosse ferido certamente morreria.  Moisés foi instruído a fazer uma imagem da serpente e colocá-la à vista do povo, para que ao serem picados  pudessem vê-la e ao olhar para ela, serem curados. Esse evento é usado por Jesus como uma ilustração impressionante de sua obra redentora e salvadora, pois os homens são pecadores e o pecado leva a morte  “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor. Romanos 6:23. Não há cura por meios humanos para as doenças da alma; e como as pessoas que foram picadas podem olhar para a imagem da serpente e serem curadas, assim também os pecadores podem olhar para o Salvador e serem curados, perdoados e salvos por Ele.
Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.
(Hebreus 12:2)
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Análise do texto – Vers. 16 ao 21
V.16: Esse é um dos versículos mais lidos e conhecido em todo mundo, em minha opinião é o texto áureo da vida cristã. Se notarmos bem, perceberemos que o plano da salvação esta todo descrito nesse versículo, Observe:
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
(João 3:16
.)
1° - Deus amou o mundo....
O Plano foi arquitetado por Deus (resgate do homem). Aprendemos no capítulo 1 que foi nos dado o direito (se crermos em Jesus) de sermos chamados filhos de Deus. Ele (Deus) olhou para nós quando ainda éramos pecadores e estávamos mortos em nossos pecados e delitos. A iniciativa da reaproximação foi Divina.

2° Amou o mundo.... O amor de Deus foi o centro desta ação. (É um dos atributos imutáveis Divinos). O que nós poderíamos dar a Deus em troca de todos os seus benefícios? O que em nós chamaria a atenção de Deus? De fato não merecemos o amor Ágape do Senhor.
 João descreve Deus como sendo o Amor, Leia o texto:
“Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.
Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor.
Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.
(1 João 4:7-9).
Quando o homem se volta a Deus, é a gratidão a esse amor, que a maior motivação de buscar Ele, não seja por causa dos milagres, bênçãos ou outros benefícios, mas sim porque o amamos.

3-Ele deu Jesus, com um propósito: “Aquele que nele crê não pereça, mas tenha vida eterna.”
Deus enviou seu filho com um propósito, esse propósito é para que o homem seja resgatado, redimido e salvo através da fé em seu Filho. O desejo de Deus é que todos sejam salvos, o desejo de seu coração é que nenhuma alma se perca. Porém, existe uma condição: Crer no seu filho e seguir seus preceitos. Sem Jesus não há salvação. Que tenhamos fé em Jesus e lembrar sempre que com Ele viveremos eternamente.

V.18: Se um dos requisitos é “Crer em Jesus”, como a fé é gerada no coração do homem?
- Ouvindo a palavra de Jesus:
 “Mas nem todos obedecem ao evangelho; pois Isaías diz: Senhor, quem creu na nossa pregação?
De sorte que a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.”
Romanos 10:16-17
E Diante desse fato, temos uma responsabilidade:
Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.
 Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?
 E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam a paz, dos que anunciam coisas boas!
(Romanos 10:13-15)

Conclusão –
As pessoas que estão vivendo em trevas precisam ser iluminadas por Cristo. Essa luz precisa anunciada através dos seus servos. A igreja continua sendo a representação legal de Jesus na terra. Que nós venhamos assumir esse compromisso e pregar intes tempo e fora de tempo.

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Análise do texto – Vers. 22 ao 36
João Batista nunca quis holofotes para si. Tudo que fazia era preparar o caminho, anunciar e testemunhar Daquele que viria após ele. João reconhecia e sabia que o Filho de Deus se manifestaria a Israel e era preciso que ele diminuísse para que o Senhor Jesus aparecesse.
V.25 e 26:   Os discípulos de João - Aqueles que haviam sido batizados por ele e que atribuíam grande eficácia e importância ao ensino de seu mestre. 
 E os judeus - Muitos manuscritos, alguns dos pais e a antiga versão siríaca liam isso no número singular "com um judeu", alguém que, supostamente, havia sido batizado pelos discípulos de Jesus.
Sobre a purificação - Qual era o assunto exato dessa disputa que não sabemos. Pelo que se segue, parece provável que se tratasse do valor e eficácia comparativos do batismo realizado por João e pelos discípulos de Jesus. A palavra “purificação” pode ser aplicada ao batismo, pois era um emblema de arrependimento e pureza, e era assim usada pelos judeus, por João e por Jesus. Sobre esse assunto, parece que surgiu uma disputa e foi feita de tal maneira que a reclamação foi feita a João.
V. 27 ao 32: Sabiamente João Batista rebate a questão, e mais uma vez ressalta que Jesus tem autoridade dada pelo alto para fazer as obras de Deus. João ainda continua dizendo que seu propósito e alegria estão completos no fato de que o Messias prometido veio do alto e tem poder sobre todos, e que era necessário que Ele crescesse e de destaca-se. A humildade do profeta sempre esteve em evidência, fazendo jus ao seu ministério e dando legitimidade ao seu chamado. Que sejamos como João Batista, que por mais usados que possamos ser, lembremo-nos que somos apenas um canal, simples vasos e instrumentos nas mãos do Senhor.
V 34 ao 36 – Encerrando seu testemunho e discurso podemos afirmar que:
Porque aquele que Deus enviou... Ainda tendo Cristo em mente, que foi enviado na forma humana, na semelhança da carne pecaminosa, no pleno limite do tempo; para ser salvador do mundo, e daquilo que estava perdido, do pior dos pecadores; e para pregar as boas novas do Evangelho, que é mais especialmente aqui designado; e pela qual ele estava grandemente qualificado pelo Espírito de Deus, com que ele tinha sido ungido:

Fala as palavras de Deus;... As palavras que Deus tem dado a ele; as doutrinas da graça; a palavra da verdade; a palavra da fé; a palavra da justiça; a palavra da reconciliação; as palavras da salvação e vida eterna; a inteira mente e vontade de Deus; e o que quer que ele falasse era verdade, como os oráculos de Deus e eram tais.

Pois não lhe dá Deus o Espírito por medida... Como ele fez com os profetas do Antigo Testamento, e com os profetas do Novo; e aos ministros comuns da palavra, que tinham dons que diferiam um dos outros; e a um é dado o dom do Espírito; e a outro um outro dom, assim como o Espírito lhe agrada; e a cada um é dado graça, ou os dons da graça, de acordo com a dádiva de Cristo, Efésios 4:7. Mas o Senhor Jesus recebeu a Plenitude do Espírito. Diferente de qualquer personagem do Antigo Testamento ou do Novo, Ele recebeu de forma excelente (mais que abuntante) o Poder e o Espírito de Deus.
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Conclusão –
A Jesus foi dado todo poder nos céus e na terra, em Seu Nome, as enfermidades vão embora, os demônios são expulsos e aqueles que Crêem serão salvos. Que creiamos de todo o coração no Filho Unigênito de Deus, e que Ele seja o centro de toda a nossa vida. Que a nossa vida seja Cristocêntrica  e que nossas ações sejam pautadas para glorificar o Seu Nome!
Deus abençoe!
Pastor Paulo alves


Referências:
Conegero, Daniel. Quem foi Nicodemos? Disponível em: https://estiloadoracao.com/quem-foi-nicodemos/. Acesso em 02/07/2020.

Crispim,    Cláudio.  A Justiça que excede a dos Escribas e Fariseus.  Disponível  em:https://estudobiblico.org/a-justica-que-excede-a-dos-escribas-e-fariseus/ . Acesso em 02/07/2020.


Barnes, Albert. Estudo de João 3:14 – Comentado e Explicado. Disponível em: https://versiculoscomentados.com.br/index.php/estudo-de-joao-3-14-comentado-e-explicado/ .  Acesso em 02/07/2020.


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ANÁLISE DO EVANGELHO DE JOÃO – CAPÍTULO 2 (Estudo/Esboço/Explicação)

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ANÁLISE DO EVANGELHO DE JOÃO – CAPÍTULO 2
(2.1-25)
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Introdução –


O contexto em que o capítulo 2 do Evangelho de João acontece é 3 dias após o batismo de Jesus no rio Jordão. Faz parte do primeiro ano do ministério terreno de Jesus, naquilo que chamamos de o “Ministério de Jesus na Galileia”, pois nesse primeiro ano Jesus concentra sua pregação, ensino e operação de sinais, na região da Galileia, onde Ele morava.
Como um judeu piedoso, Ele sobe a Jerusalém nos dias festivos obrigatórios conforme escrito na Lei dada a Moisés, a saber: Páscoa, Festas das Semanas (Pentecostes no NT) e Tabernáculos (Dt 16.16). Neste capítulo faremos a análise em dois tomos: (1) A sua participação em uma festa de casamento na cidade de Caná; (2) Sua subida a Jerusalém para a Festa da Páscoa.

Análise do texto – Vers. 1-12

Expressões-chave: bodas, vinho, talhas, almudes ou metretas, mestre-sala.

Nesse primeiro tomo encontramos uma típica festa de casamento judaico, e Jesus, sua mãe, seus irmãos e seus discípulos foram convidados para irem. Não
sabemos qual o grau de relacionamento parental ou de amizade que os noivos tinham com a família de Jesus, mas deveriam ter alguma afinidade, uma vez que não é comum convidar para o casamento pessoas que não são do círculo de amizade.
(1). “E, ao terceiro dia, fizeram-se umas bodas em Caná da Galileia [...]” – João 1.1 (ACF).

As “bodas” aqui se refere a um casamento. Normalmente o casamento judaico poderia permanecer durante 7 dias de festividades (Jz 14.12), onde durante esse período novos convidados chegavam todos os dias, entrando e saindo, alguns permaneciam por mais tempo, outros por menos tempo.
Tudo indica que Jesus e os que estavam com Ele chegaram em um dos últimos dias da festa de casamento, pois o vinho já havia acabado (Jo 1.3).
(2). “E faltando o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Não têm vinho” – João 2.3 (ACF).

Imaginem um casamento onde o vinho1 é primordial e parte da cultura da época, acaba antes do final da festividade. Provavelmente o número de convidados foi maior do que o estoque de vinho que o dono da festa possuía. Isso seria uma vergonha para noivo por toda a vida, pois deu uma festa e não pode bancá-la.
(3). “Jesus lhe disse: mulher, em que essa tua preocupação tem a ver comigo? Ainda não é chegada a minha hora” – João 2.4 (KJA).

Embora essa resposta de Jesus pareça em nossa mentalidade ocidental uma forma áspera ou um desrespeito à Maria, era um tratamento comum da época e que posteriormente Jesus usou também com Maria Madalena (Jo 20.15) e novamente com Maria sua mãe no momento da crucificação (Jo 19.26).
Porém o que está em destaque aqui através da expressão “ainda não é chegada a minha hora”, é que Jesus deixou claro que a manifestação pública messiânica que aconteceria devido o primeiro milagre realizado por Ele na terra (Jo 2.11), não estava sujeito a uma ordem humana, mas se essa fosse a vontade do Pai então a hora de se manifestar ao mundo como Messias havia chegado.

(4). “Ora estavam ali postas seis talhas de pedra, para as purificações dos judeus, e em cada uma cabiam duas ou três metretas” – João 2.6 (ARA).

1 Vinho: do grego “οἴνου” (vinho novo, ainda não fermentado ou no estágio inicial de fermentação), segundo (LOUW, NIDA, 2013, pg. 71).

Os religiosos judeus haviam estabelecido vários costumes, os quais eles chamavam de “tradição dos pais”. Uma dessas tradições era ter talhas de pedra, que eram recipientes onde se colocava água para que os judeus lavassem suas mãos antes e depois das refeições ou quando retornavam para casa, pois entendiam que esse ritual os purificava de alguma contaminação.
Por isso aquelas talhas estavam ali, para que ao entrar e sair, os convidados lavassem suas mãos, e assim se purificassem. João nos informa que essas talhas podiam conter de duas a três metretas ou em algumas traduções almudes. Ambas são unidades gregas de medida para líquidos equivalente c.2 40 litros 3 cada uma, sendo assim cada talha comportaria 120 litros (3 almudes), ao encher as seis talhas o milagre feito por Jesus foi reabasteceu a adega do anfitrião com aproximadamente 720 litros de vinho, salvando assim o casamento dos noivos.
(5). “E, logo que o mestre-sala provou a água feita vinho [...], chamou o mestre-sala o esposo, e disse-lhe: todo o homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho” – João 2.9-10 (ACF).

O mestre-sala não sabia sobre o milagre de Jesus, apenas os seus assistentes (Jo 2.5-8), após provar o vinho, pela sua experiência notou que o vinho do final do casamento era superior ao que havia sido dado nos primeiros dias do casamento. Esse não era o costume, por isso ficou surpreso. O habitual era servir o melhor vinho nos primeiros dias das bodas e nos últimos dias quando os convidados já estavam de certa maneira embriagados, ou com o paladar acostumado com a bebida pelos vários dias de festa, então se trazia o vinho inferior, que era por vezes misturado com água, se tornando mais barato para o anfitrião da festa.
Mas o mestre-sala notando que esse era superior, achou que o noivo havia guardado o melhor vinho para o final da festa.

Conclusão –
Assim Jesus fez seu primeiro milagre, transformando água em vinho, nos ensinando que Ele veio ao mundo para transformar a vida do ser humano por completo. Quando convidamos Jesus para entrar em nossa vida (assim como no casamento), Ele transforma aquilo que não é atrativo em nossa vida, como a água (inodora, incolor e insípida) em uma vida cheia de alegria e de sentido de existência (simbolizado pelo vinho). Ele muda o final da nossa história, como neste casamento, onde o fim seria a vergonha e desonra, mas agora o fim foi incomparavelmente melhor que o começo (Ec 7.8).
Jesus também ao utilizar as talhas de pedra usadas para cumprir uma tradição inventada pelos judeus, passada por tradição a séculos de pai para filho, estava mostrando sobre a necessidade de mudança que devemos ter, quer da nossa velha e antiga maneira de viver ou da tradição de nossos pais que nos foram ensinadas, mas que são contrárias a Palavra de Deus, para viver e desfrutar do novo de Deus e do seu milagre através de uma vida nova com Jesus seu Filho.

Análise do texto – Vers. 13-25

Expressões-chave: Jerusalém, páscoa, templo, cambistas, casa de meu Pai.

No segundo tomo deste capítulo encontramos a narrativa após o casamento em Caná, Jesus e os que estavam com Ele ficaram alguns dias em Cafarnaum, lugar onde Jesus estava morando (Jo 2.12). Porém a Festa da Páscoa se aproximava e como já dissemos era obrigatório para todo judeu subir6 até Jerusalém para celebrar esta festividade que iniciava no dia 14 do mês de abide (Êx 12) ou nisã7 (referente a março e abril do nosso calendário).
Então Jesus subiu a Jerusalém e chegando lá se depara com algo que não deveria estar acontecendo no templo .
(1). “E achou no templo os que vendiam bois, e ovelhas, e pombos, e os cambistas assentados” – João 2.14 (ACF).

A venda de animais (bois, ovelhas, pombos) para sacrifício era uma prática que já fazia parte do costume dos judeus (Dt 14.23-26). Alguns judeus moravam muito distante de Jerusalém e preferiam comprar tais animais em Jerusalém, para que porventura na viagem não acontecesse de morrer ou serem roubados e terem prejuízos. Essa foi uma maneira que facilitava por assim dizer a vida daquele que subia nas festividades para adorar a Deus no templo em Jerusalém.
Os cambistas estavam ali para trocar o dinheiro para os judeus que vinham de outros lugares e precisavam tanto comprar os animais para o sacrifício, como também para o pagamento do imposto do templo, que era cobrado de todos os judeus adultos do sexo masculino. Tanto os que vendiam os animais como os cambistas, ficavam no chamado átrio dos gentios.
(2). “E tendo feito um açoite de cordões, lançou todos para fora do templo, também os bois e ovelhas; e espalhou o dinheiro dos cambistas e derrubou as mesas” – João 2.15 (ACF).

Mesmo o lugar onde se vendia e se cambiava o dinheiro não sendo propriamente dentro do templo, Jesus nos deu a entender que esse lugar no conceito divino fazia parte do templo. Jesus ficou indignado com aquela imensidão de animais e pessoas no templo e sem demora espantou a todos, acabando com o comércio já estabelecido no templo.
(3). “[...] não façais da casa de meu Pai casa de venda” – João 2.16 (ACF).

O motivo pelo qual Ele fez isso foi porque haviam mudado o propósito de se estarem ali, ao invés de ser um lugar de buscar a Deus em oração, virou um local para ganhar dinheiro, onde os cambistas na maioria das vezes extorquiam os que ali vinham trocar seu dinheiro.
A ordem é imperativa, “não façais” do templo um lugar com o propósito diferente daquele que deveria ser o único: adorar a Deus em espírito e em verdade.
(4). “[...] destruí este templo, e em três dias o levantarei” – João 2.19 (ACF)

Após Jesus ter purificado o templo, os judeus o questionaram a respeito do que havia feito (Jo 2.18), e como resposta Jesus disse que o templo seria destruído e restaurado em três dias.
O templo de Jerusalém nos dias de Jesus  era uma ampliação do templo reconstruído pelos judeus após o retorno do cativeiro na Babilônia. Essa ampliação havia iniciado por volta do ano 19 a.C. por ordem de Herodes, o grande que era na época quem governava a Judeia. Nos dias em que Jesus purificou o templo essa ampliação já durava 46 anos (Jo 2.20) e só terminaria no ano 64 d.C.
Porém Jesus não estava falando que destruiria o templo físico em Jerusalém, mas já anunciava de forma alegórica a sua morte e ressurreição (Jo 2.21-22).
Jesus assim participa de sua primeira Páscoa em Jerusalém, fez muitos sinais e por causa disso muitos creram nEle, embora Ele soubesse que nem todos eram verdadeiros (Jo 2.23-25).


Conclusão –

Jesus nos ensinou nesse tomo sobre zelo pelo culto a Deus e pela forma com que devemos nos portar na casa de Deus. Se muitos estão sendo negligentes como os vendedores e cambistas que ali estavam apenas por motivos egoístas, não oferecendo nada a Deus, mas sendo oportunistas, nós por outro lado devemos ter entendimento, de que Deus não aceita nada menos do que o verdadeiro culto prestado a Ele, com zelo e com um coração desejoso de dar algo a Ele, e não um coração que quer apenas receber dEle.

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